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O retorno da BottoBier Fest

agosto 30, 2017

Sucesso na primeira edição evento ganha novo dia de muita cerveja gelada, hambúrguer e rock and roll.

O mestre cervejeiro Leonardo Botto, nome precursor na fabricação e valorização da cultura cervejeira nacional, convida para a segunda edição da festa de relançamento de três dos principais rótulos de sua marca, a Bottobier. As cervejas Bottobier Zoontje, Bottobier Thor e Bottobier Tcheca, que voltaram a ser produzidas e comercializadas em julho de 2017, ganham um novo dia para celebrar seu relançamento. Para aqueles que não conseguiram seu ingresso na primeira edição, o Botto promove a festa dia 03/09 (domingo), das 17h às 22h, na Vizinha 123, em Botafogo, onde servirá chopes dos três rótulos acompanhados de hambúrguer da Hell´s Burguer. O evento conta ainda com a presença da banda I Love Rock and Roll para animar a noite. E o Leonardo Botto ainda promete uma grande surpresa nas torneiras da casa. Os ingressos estão à venda pelo site ou aplicativo da Sympla e custam R$ 170 + taxa.

Sobre as cervejas:

Bottobier Zoontje – O estilo Belgian IPA foi o escolhido por unir características de cada uma das três clássicas e de duas novas escolas cervejeiras: o tradicional estilo IPA inglês; a inigualável levedura tipo Trapista belga; maltes especiais alemães; lúpulos florais e cítricos norte americanos; e água, cervejeiros e o espírito brasileiros. Assim é a Zoontje, a primeira Belgian IPA do Brasil, nome que carinhosamente significa filho em Holandês. A Zoontje é uma cerveja de comemoração, refrescante e bastante aromática, com notas cítricas e florais dos lúpulos norte americanos, traz um amargor assertivo e fino no sabor, bem equilibrados pelos maltes especiais e os seus 6,8% de teor alcoólico. Não é a toa que mesmo tendo sido deixada de produzir em 2013 ela é até hoje a segunda melhor Belgian IPA do Brasil no ranking do aplicativo Untapp.

Bottobier THOR – o rótulo completa em dezembro dez anos desde sua criação. É uma doppelbock puro malte, como pede a REINHEITSGEBOT, famosa lei de pureza da Baviera, tem coloração castanha escuro com traços rubis. É forte como Thor, o Deus do Trovão da mitologia Germânica-Nórdica, com seus 9,2% de teor alcoólico, encorpada e licorosa, trazendo notas de maltes evidentes no aroma e sabor dos maltes alemães usados (caramelo, toffee, melanoidina) e baixo amargor advindo de lúpulos nobres também de origem alemã, afinal é um estilo clássico alemão, um dos preferidos do Botto. Uma cerveja que merece ser apreciada com calma e numa temperatura maior, por volta de 12º, para poder aproveitar tudo que ela traz. Já no primeiro ano de vida, em 2008, ela foi participar da Bockfest Competion de Ohio, competição só de cervejas do estilo Bock nos EUA, conquistando o 3º lugar na competição. Foi produzida uma única vez comercialmente, já em 2015, numa parceria com a reconhecida Cervejaria Tupiniquim, do Rio Grande do Sul, e deixou saudades e fãs órfãos por todo Brasil. Em 2016 participou do maior Concurso Cervejeiro do país, durante o Festival Brasileiro da Cerveja e conquistou o título de melhor doppelbock do país naquele ano.

Bottobier Tcheca – Embora seja o estilo mais produzido do mundo, poucos sabem que o que bebemos como pilsen é bastante diferente das cervejas que deram nome ao estilo. Originário da região da Bohemia, na República Tcheca, revolucionou o mercado na segunda metade do século XIX, pela beleza que trazia na sua cor dourada, no seu brilho, aromas dos maltes, de pão e biscoito, de grãos, e amargor fino e persistente advindos de lúpulos nobres tchecos, especialmente do SAAZ, responsável por aromas florais, herbais e levemente picantes. Um estilo delicado, suave, refrescante e com altíssima drinkability, que saiu da boêmia e conquistou o mundo.

Infelizmente, após a Revolução Industrial e cada vez mais a partir dela, as grandes cervejarias passaram a se preocupar com o consumo em escala, buscando cada vez menores índices de rejeição, e pra isso foram amenizando sem parar as tradicionais pilsens, deixando-as mais neutras, com menos aromas, com menos sabores, com menos álcool e menor amargor.

Em 2008 um grupo de quatro amigos se juntaram para criar levas colaborativas de cervejas, assim nasceu a Biertruppe, onde o Botto elaborava as receitas, a Cervejaria Bamberg produzia, o gastrônomo Edu Passarelli elaborava as harmonizações e o designer da revista Prazeres da Mesa André Clemente criava as artes para cada produção. Assim nasceu a Tcheca, uma Bohemian Pilsner que queria mostrar uma outra realidade de Pilsens que não tínhamos no Brasil, feita com doses maciças de Saaz e maltes especiais, buscando resgatar um estilo tão comum e tão pouco conhecido.

O sucesso foi tanto que em apenas uma semana foram vendidas as quase 3 mil garrafas produzidas, deixando fãs e seguidores por todo Brasil. Em 2010, por ocasião da Copa do Mundo, em comemoração novamente a Biertruppe produzir sua cria, e novamente evaporou. Quase 10 anos depois, a Bottobier atendendo a inúmeros pedidos resolveu resgatar a Tcheca e produzi-la mais uma vez. De coloração dourada, leve, refrescante, no aroma e sabor traz notas de maltes, de pão, amargor fino e persistente, e aromas florais e condimentados do nobre e querido lúpulo Tcheco Saaz. Uma cerveja Puro Malte, elaborada apenas com água, malte de cevada especiais, lúpulo Saaz, e levedura lager, com 5,0% de teor alcoólico.

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