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FICC encerra edição 2020 com chave de ouro e convoca cervejeiros para seguir em ação solidária

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O Festival Internacional de Cerveja e Cultura (FICC) nasceu para celebrar o universo da bebida que é unanimidade mundial, também com espaço aberto para diferentes expressões da cultura e gastronomia. A sétima edição acaba de ser encerrada com chave de ouro. Em 2020, o festival experimentou um modelo inédito e foi todo veiculado em plataformas digitais. Foram apresentações musicais, lives de gastronomia e bate-papo de boteco, debates sobre o universo cervejeiro, com abordagem paralela acerca de acessibilidade para eventos, assuntos relevantes e atuais do meio, como a reinvenção do setor, no cenário do novo normal. O FICC Em Casa, que neste ano recebeu o novo sobrenome em menção ao formato virtual, necessário devido à pandemia, se consolida como a mais importante realização do ramo em Minas Gerais, e também figura entre as cinco principais do país.

Participaram renomadas cervejarias mineiras e algumas do Brasil, com destaque para a produção de Belo Horizonte. Da capital mineira, estão os rótulos Laut Beer, Capa Preta, Albanos, Krug Bier, Sátira, Bruder e Wäls. A Aloprados, de Pedro Leopoldo, a Startup Bragantina, de São Paulo, e a Black Princess, nacional, também marcaram presença, além da uruguaia Patricia Lager e a Lagunitas, de origem na Califórnia.

E o evento continua em atividade. Em ação solidária, tudo o que é arrecadado é revertido para o Instituto Viva Down (@vivadown), e os projetos Salve a Graxa BH (@salveagraxabh) e Butecos do Coração (@butecosdocoracao). O FICC convoca a todos a efetuarem doações, que podem ser feitas até este domingo (27). Quem doar tem a chance de participar de um concurso cultural e concorre a prêmios. As contribuições podem ser feitas pelo Meep, no endereço live.meepdonate.com/ficc-festival.

Entre os prêmios, cedidos pelo Brindes do Bem, parceiro do FICC, estão um forno elétrico da Suggar, um kit life style da Harley Davidson, um ano de assinatura do Clube Cervejabox, com entrega mensal de cervejas, R$ 500 de consumo no LayBack Park BH, 10 passaportes para o FICC presencial em 2021, R$ 300 em consumo em uma das casas do Circuito do Rock, um kit com 12 unidades de cervejas especiais e brindes exclusivos, 5 pizzas da Confraria 269, um growler de inox do Lamas Beagá, e dois livros De carona até o próximo bar, do Viajante Cervejeiro.

O Butecos do Coração é um projeto criado durante a pandemia para fomentar financeiramente os estabelecimentos do ramo que vêm até enfrentando o risco de fechar as portas. O Salve a Graxa BH leva no título a referência ao apelido carinhoso dado a montadores, técnicos de áudio, vídeo e iluminação, carregadores e roadies, entre tantos outros profissionais que estão nos bastidores dos acontecimentos culturais, sem os quais tais eventos não poderiam acontecer. A campanha busca dar apoio a esse time de peso, a maioria em dificuldade devido ao período de suspensão de shows e espetáculos. Já o Viva Down é uma associação de mães, famílias e amigos de pessoas com Síndrome de Down, sem fins lucrativos, que tem como propósito ampliar as oportunidades e melhorar a qualidade de vida das famílias e pessoas com a síndrome ou outras deficiências intelectuais.

“O FICC surgiu em 2015 para fomentar o mercado cervejeiro que estava em plena ascensão em Belo Horizonte e região. É um evento também ligado à cultura, música, gastronomia, sem contar a parte técnica, com palestras e mesas redondas e as ações de solidariedade, responsabilidade social, acessibilidade e inclusão, nossos pilares, além do foco nas famílias”, conta Frederico Barros, sócio da Play Cultural, produtora do FICC, junto à Dimensão Eventos.

“Queremos divulgar a cidade como um destino turístico, da boemia, da boa cerveja, da boa música e entretenimento”, diz. Para ele, não é à toa que Belo Horizonte recebeu pela Unesco o título de Cidade Criativa da Gastronomia. “Temos grandes mestres de cozinha e da baixa gastronomia. BH foi se tornando um polo cervejeiro”, acrescenta.

Outro legado do FICC é o book com o roteiro sobre os botecos de BH. O fotógrafo Victor Schwaner, especializado em gastronomia, percorreu os Butecos do Coração e registrou os pratos típicos de cada estabelecimento. O material, com as imagens e o histórico dos botecos, estará disponível para quem quiser, em um segundo momento, ser propagador da cultura botequeira belo-horizontina.

O formato digital também possibilitou a interação com cervejas fora de Minas Gerais. Mesmo sem participação oficial no FICC, produtores pelo país tiveram a chance de divulgar seus produtos. Em parceria com o clube Cervejabox, que distribuiu kits de cervejas para degustação, o FICC proporcionou o intercâmbio com as cervejarias de BH para mais de 2,5 mil pessoas em todo o Brasil, o número de assinantes do clube.

“Cumprimos a jornada cultural a qual o FICC se propôs. Um grande desafio e uma nova experiência. Não tínhamos passado por nada parecido até então, e foi sensacional. O evento aconteceu em meio à flexibilização das atividades em Belo Horizonte, em um momento em que muita gente não estava mais ficando em casa, e mesmo assim o resultado foi positivo”, finaliza Frederico Barros.

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