Mundo cervejeiro

O que Karl Marx e cerveja têm em comum?

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A história da Titobier começou em 2012, de maneira despretensiosa, elaborando receitas de cervejas que seus criadores queriam tomar. Como método de criação das receitas, sempre partiram do questionamento “se eu fosse tomar uma cerveja especial, como eu gostaria que ela fosse?”. E assim foi, semana a semana, acompanhando cada fermentação e maturação, que aos poucos as encomendas de amigos, o convite para servir em festas começou a surgir e provar que o produto tinha ampla aceitação do público. A partir de uma encomenda bastante específica de um grande amigo para seu aniversário, no entanto, é que o storytelling da marca começou a ser criado: “Façam uma IPA vermelha, ela será a Marx!”

Um ano depois, ainda sob o amadorismo de suas  produções, este mesmo amigo repetiu a encomenda: “Desde que seja vermelha, criem agora a Trotsky”. Desse pedido veio a Red Ale, a receita com a qual mais tarde tiveram sua primeira experiência com uma produção industrial, viabilizada via crowdfunding.

Com Marx Red IPA e Trotsky Red Ale criadas, perceberam então que esta era uma trilha riquíssima para se explorar. Esta possibilidade de unir cerveja e cultura é uma característica da marca que Antonio Bicarato, um dos criadores da Titobier e hoje proprietário da cervejaria, mais aprecia no enredo da marca. Cervejas surpreendentes com personagens marcantes, que levantam diversas bandeiras entre ativistas dos mais diversos, criam vínculos para além do mercado da cerveja artesanal. “Com esta abordagem, conseguimos acessar públicos que normalmente não seriam consumidores deste produto, seja pela identidade com os personagens, seja pela identidade com as questões levantadas”, diz Antonio Bicarato.

E não parou por aí! Para um estilo clássico alemão (Kölsch), um poeta clássico alemão (Goethe). Para a stout, bem escura como a noite, uma celebração à ciência com Vera Rubin, a astrônoma responsável pela identificação da matéria escura, uma das mais importantes fontes de energia do nosso universo e que ainda intriga tanto os físicos. Numa American Pale Ale, a celebração do pensamento liberal estadunidense de Henry Thoreau, numa contraposição bem-humorada com os vermelhos, que ainda contam com Rosa, a Rosa Luxemburgo, uma das críticas mais intensas sobre os rumos da revolução russa, na nossa Altbier.

Completa a linha a Ada, uma senhora da aristocracia londrina do século 19 responsável pela criação do primeiro algoritmo a ser executado por uma máquina, que abriu todo o campo de desenvolvimento matemático para a computação moderna, dando seu nome para a nossa Wit IPA, uma invenção que combina a leveza das Witbier com a intensidade das IPA’s.

Como se vê, não há uma lógica exata por trás das escolhas dos nomes. O que há de certo é a busca pela exaltação de grandes personagens que moldaram nossos tempos, seja pelo campo da política, da economia, da filosofia, da literatura, das ciências. “Se há sabedoria, há o que se brindar. Essa é a nossa desculpa”, conclui Bicarato.

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